Em um mundo onde reinava o trivial, um resquício de amor ainda vivia no coração de Nicole que, ao ver seu antigo homem entregue aos lábios de outra, chorou. A ela, tudo fora tão bom, tão intenso e confortável que até acreditou na eternidade daquelas sensações. Que mulher tola: havia já chegado o momento em que pessoas não se amavam mais, ao contrário, consumiam-se. Pegou sua bolsa, pagou a conta e sem se despedir dos amigos foi-se embora do bar. Na esquina, em frente ao seu carro, um jovem bêbado – um bosta, como se auto-intitulava – bebia sentado na calçada, escorado na mureta como se fosse a única coisa no mundo a oferecer-lhe apoio. Levou a garrafa de cerveja à boca e deu um gole fitando a mulher que, assustada – pois tempos de violência nos fazem temer que nos furtem até o coração – dirigiu-se ao seu veículo. Assim que destravou a porta do carro, viu o homem se levantar. Encararam-se. Em silêncio, o rapaz foi se aproximando, devagar. Notava-se que não era da rua e que em seus olhos...
existe uma cida na cida de
ResponderExcluirexiste uma cida na simpli cida de
existe uma cida em cada sui cida
existe uma cida em cada um de nós
sinceramente,eu não poderia ter lido isso em momento mais oportuno. perfect timing
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